sábado, 23 de fevereiro de 2013

Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild)



Concorre a quatro prêmios no Oscar 2013, de melhor:

Filme;
Diretor - Behn Zeitlin;
Roteiro Adaptado -Lucy Alibar, Benh Zeitlin;
Atriz - Quvenzhané Wallis.

Indomável Sonhadora trata sobre a opção de vida que muitos de nós não aceitamos. Por quê alguém viveria por vontade própria num pequeno pedaço de terra, um mangue na verdade, totalmente inundável, próximo ao oceano, na região de Nova Orleans? Porque sim, oras bolas. Porque lá as pessoas podem ser quem querem ser. Sem amarras com sociedade, sem obrigações trabalhistas, estéticas, sanitárias, habitacionais.
E é dentro deste contexto que a pequena Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) vive com seu pai Wink (Dwight Henry), meio que num mundo de faz-de-conta, meio que tentando encarar as adversidades da vida. Mas não pense que ela deseja uma vida diferente e que sofre. Na verdade, ela quer é que essa vida nunca acabe. Mas tudo chega a um fim, seja provocado por um furacão como o Katrina, seja por uma doença cardíaca. Se separar do pai, que ela sabe que acontecerá mais cedo e mais tarde, é o verdadeiro monstro que Hushpuppy deve enfrentar.
Muito interessante a cena em que as pessoas que insistem em não sair de suas casas após a inundação descomunal provocada pelo furacão, e isso nos faz lembrar de outros tipos de intervenções do governo perante pessoas que não querem mudar, seja de lugar, seja de estilo de vida, por mais que esta opção represente um risco para elas mesmas. E assim como acontece na vida real, não adianta internar, oferecer comida quentinha e roupa sequinha. Se seu coração pertence a um lugar, é para lá que você vai voltar quando a primeira oportunidade aparecer.
Esse retrato das pessoas que vivem às margens da sociedade, na pobreza, pouco visto no cinemão estadunidense, poderia até ser mais cruel. Talvez porque por aqui a gente possa ter contato com tal situação seja pela TV, seja olhando para os lados nas grandes metrópoles, o assunto até que foi tratado com certa suavidade.
Este é o primeiro longa do diretor Benh Zeitlin, e com essa meiga história sobre o amor de pai e filha e todo o pano de fundo que a cerca, conseguiu com seu Indomável Sonhadora (traduzindo ao pé da letra o nome do filme seria Bestas do Sul Selvagem, bem mais da hora, mas que deve afugentar as pessoas né não) faturar mais de U$ 12 milhões (o filme teve um orçamento de U$ 1,8 milhão), e claro que temos a belezinha Quvenzhané Walli, que apesar de sua personagem ter seis anos, neste ano completará 10 anos. Ela definitivamente conquista nossos corações, não apenas por sua atuação e visão inocente sobre o mundo, mas porque dá é vontade de ver essa menina de nome esquisito brilhando cada vez mais no cinema. Espero que maldição das estrelas-mirins não recaia sobre ela, e que tenha muitos e muitos anos de trabalho como atriz de sucesso. Quero ver essa carinha fofa mais vezes.

Ficha Técnica:
Direção:Benh Zeitlin
Produção: Josh Penn; Dan Janvey; Michael Gottwald
Roteiro:Lucy Alibar; Benh Zeitlin
Elenco original: Quvenzhané Wallis; Dwight Henry
Gênero: drama/fantasia
Idioma original:Inglês
Música:Dan Romer;Benh Zeitlin
Diretor de arte:Dawn Masi
Figurino:Stephani Lewis
Cinematografia:Ben Richardson
Edição:Crockett Doob; Affonso Gonçalves
Estúdio:Journeyman Pictures;Cinereach;Court 13 Pictures
Distribuição:Fox Searchlight Pictures
Lançamento: Sundance 20 de janeiro de 2012; 01 de abril de 2012 (EUA)

Argo (Argo)


Concorre a sete prêmios no Oscar 2013, de melhor:

Filme
Ator coadjuvante - Alan Arkin
Roteiro adaptado - Chris Terrio
Edição - William Goldenberg
Trilha sonora  - Alexandre Desplat
Edição de som - Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn
Mixagem de som - John T. Reitz, Gregg Rudloff e Jose Antonio Garcia

Lançado no meio de 2012, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme dramático e melhor diretor, para Ben Affleck, Argo volta a ser exibido em algumas salas de cinema nesta semana (inclusive aqui em Indaiatuba), afinal é um dos grandes favoritos a levar o Oscar de melhor filme. Mas será que um filme que não tem o diretor entre os indicados pode ter alguma chance?
O que posso dizer é que muito bom. Desses filmes que você finca as unhas na poltrona devido tamanha tensão que vai se desenvolvendo. Baseado numa história real em que teve início em 1979, quando a embaixada norte-americana no Irã foi invadida por militantes que exigiam a extradição do ex-governante do país Mohammad Reza Pahlavi, que estava nos EUA tratando problemas de saúde. Muitos funcionários da embaixada são feitos reféns, porém seis pessoas conseguiram fugir sem ser notados e buscaram asilo na embaixada canadense. A história mostra o plano da CIA para resgatar essas pessoas antes que os iranianos percebessem que está faltando gente. Mas como fazer isso num país com regime totalitário, em estado de vigilância constante e que vê nos EUA um inimigo em potencial? Oras, a melhor solução foi inventar que aquele país é a locação perfeita para rodar um filme de ficção científica chamado Argo.
Além de toda tensão que filme proporciona, também vale nota a ótima adaptação de figurino e cenário para o final dos 1970, e seu roteiro amarradinho. Também é bem gostoso ver caras tão familiares das séries da TV na tela grande, como Bryan Craston, Tate Donavan e Victor Garber, além de outros grandes do cinema, como John Goodman e Alan Arkin, assim como o próprio Ben Affleck, que além de atuar faz aqui um eficiente trabalho de direção.

Ficha Técnica
Direção: Ben Affleck
Produção: Ben Affleck; George Clooney; Grant Heslov
Roteiro:Chris Terrio
Elenco original:
Ben Affleck
Bryan Cranston
Alan Arkin
John Goodman
Tate Donovan
Clea DuVall
Gênero:Suspense
Idioma original:Inglês/Persa
Música:Alexandre Desplat
Diretor de arte:Peter Borck;Deniz Göktürk
Figurino:Jacqueline West
Cinematografia:Rodrigo Prieto
Edição:William Goldenberg
Estúdio:GK Films;Smokehouse Pictures
Distribuição:Warner Bros.
Lançamento:31 de agosto de 2012

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor (Amour)



Amor concorre no Oscar 2013 a cinco prêmios, de melhor:

Filme;
Filme Estrangeiro;
Diretor - Michael Haneke;
Roteiro - Michael Haneke;
Atriz - Emmanuellle Riva.

Esta coprodução entre companhias da Áustria, França, e Alemanha e falada na língua universal do amor, o francês, mostra o outro lado do sentimento que une as pessoas e as leva a conviver até que a morte as separe. Porque tudo é muito lindo e fácil quando se é jovem, quando os filhos ainda são crianças, quando você ainda é uma pessoa ativa, que trabalha, que sai de casa. Mas quando o fim de um par se aproxima, como proceder?
Quem já teve alguém passando por uma situação dessas se identifica logo de cara. Pois a morte, assim como o amor, não pertence a uma única cultura. Em todos os cantos do mundo as pessoas não querem se separar daqueles que amam, e fazem o possível para evitar que o fim se aproxime. Aqui na história temos o casal de idosos Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva), músicos aposentados que vivem num confortável apartamento, a única filha do casal, também musicista, leva vida longe dos pais e na primeira cena em que ela aparece nos dá a impressão de ser uma sessão de terapia, tamanha a impessoalidade e falta de afinidade.
Porém Georges mantém-se firme com dedicação amorosa em cuidar da esposa após ela sofrer um derrame, que paralisa o lado direito do seu corpo e que vai deteriorando mais e mais sua vida. O diretor austríaco Michael Haneke não por acaso é amplamente reconhecido por seu trabalho em Amor, assim como em diversos outros trabalhos amplamente premiados. Aqui o roteiro, também de Haneke, nos mantém quase em toda plenitude do filme dentro do apartamento dos Laurent, e quase o tempo todo contemplando esses momentos tão difíceis na vida do casal, com poucas intervenções, seja da filha, do um ex-aluno e músico de sucesso, das enfermeiras ou vizinhos.
Apesar de já ganharmos algumas pistas do fim dessa história logo no começo do filme, não deixa de ser uma surpresa, e ao mesmo tempo um ato extremamente aceitável, como este fim chega.
Amor não é filme fácil. Mas sua direção, produção, roteiro e interpretações dão uma verdadeira aula de como é simples e belo fazer cinema.

Ficha Técnica:
Direção: Michael Haneke
Produção: Margaret Ménégoz; Stefan Arndt; Veit Heiduschka; Michael Katz
Roteiro:Michael Haneke
Elenco original:
Jean-Louis Trintignant
Emmanuelle Riva
Isabelle Huppert
Idioma original:Francês
Cinematografia:Darius Khondji
Edição: Monika Willi
Estúdio: Canal+; France 3; Wega Film; Les Films du Losange; X-Filme Creative Pool
Lançamento: Cannes 20 de maio de 2012

Shameless US s03e05 - The Sins Of My Caretaker




Seria apenas um trabalho usual da prefeitura de manutenção na rede de esgoto, isso se no quintal dos Gallagher não houvesse um cadáver. Mas não tem nada a ver com homicídio não. É apenas a tia Ginger, que Frank optou não declarar sua morte e assim continuar a receber a aposentadoria da titia. O problema é que Frank não faz a menor ideia de onde enterrou o corpo, e por mais que Fiona faça pressão e ameaças, o pai não é uma pessoa lá muito eficiente e focada.
Pra piorar ainda mais a vida, Steve está pirando foda com a história do pai ser gay e manter uma relação com Ian. Simplesmente não consegue deixar pra lá. Remói e remói e remói suas neuras até que ninguém aguenta mais, nem mesmo Fiona, afinal, ela tem um cadáver para desenterrar e não pode perder tempo paparicando o filho do amante do seu irmão. Por outro lado, Ian ainda está amiguinho de Ned, o coroa, que pede para que ele invada a casa da ex e roube alguns itens preciosos para ele, e Ian pode roubar o que mais quiser. Para executar o plano, chama Mickey e a gangue Milkovich, e teria dado super certo se eles não fizessem barulha e acordassem a senhora mãe de Steve/Jimmy que manda bala no traseiro de Mickey.
Agora, olha essa carinha na foto ao lado. Tem que ser muito biscate pra fazer bullying com uma criança fofa como Debbie. A menina consegue ficar mais de 100 segundos em baixo d’água só pra poder frequentar a piscina comunitária, mas lá chegando o seu problema não foi com valentões que tentavam fazê-la afogar, e sim com umas adolescentes petulantes que se acham as fodonas só porque tem peitinho. Aí no outro dia Debbie resolve roubar um biquini de Fiona, colocar enchimentos nos peitinhos e tentar bancar a gostosona. Mas as rivais tratam de providenciar a humilhação que toda pré-adolescente mais teme no mundo: menstruar em público. Colocam catchup na cadeira de Debbie e o resto é resto. Fiona, que também está sofrendo bullying das boqueteiras do trabalho, que dá recado: vingança é um prato que se come frio. E Debbie executa seu plano com maestria. Enche dois sacos de areia, pendura no pescoço e quando a galinhasinha da piscina dá uma vacilada dentro da água, quase a mata afogada. Ok, ela exagerou um pouco nesta vingança né. Tá bom vai, exagerou demais. Pensou se mata a menina? Mas não matou e ficou feliz da vida pela vingança.
O problema é quando você junta as três situações acima: escavação do quintal, Mickey com uma bala no traseiro e Debbie comemorando por ter quase afogado uma menina piscina, tudo isso na frente de uma assistente social em seu primeiro dia de trabalho. Claro que ainda temos o adicional tradicional da rotina da casa, com uma pequena creche que fazem na casa, o irmãozinho que se acha menina de Mandy, e toda aquela bagunça de sempre.

Plus:
Lip dá uma de filho da puta com Mandy quando percebe que a relação deles está indo longe demais. Até perceber que está fazendo isso porque ainda não se curou da dor de cotovelo criada por Karen. Foi muito bonitinho Ian dizer que Mandy é sua melhor amiga. Às vezes só pensamos que ele está interessado em Mickey (que aliás o beijou na boca pela primeira vez durante o assalto), mas mantém uma relação legal com a irmã de seu namorado. E Lip, depois de exorcizar Karen de sua vida, pede desculpas a Mandy e dá de presente para ela um show de fogos de artifício.

Veronica finalmente aceita que não pode ter filhos por causa de um problema em suas trompas provocado por uma DST que pegou na adolescência, e decide com Kevin que devem arrumar uma barriga de aluguel. Mas não dessas de fertilização In Vitro com óvulos dela, e sim usando os espermatozóides dele em outra mulher. E a escolhida não poderia ser outra a não ser a própria mãe de Veronica. Inusitada a cena do 'transplante' e o comentário de 'ainda está quentinho'. Ou isso vai dar uma bosta foda e mulher não vai querer entregar o bebê, ou os 0,0001% de chance de V engravidar vai vingar e ela terá duas crianças para criar. Ou não.

Steve/Jimmy, como todo homem cuzão que tem por aí, após se desentender com Fiona corre para a cama de sua esposa brasileira em eterno estado de cio. Mas ao procurá-la continua com a ladainha, porém desta vez ao invés de ficar falando da homossexualidade do pai, desabafa sobre sua relação com Fiona. Homens...

Sheila abriu a caixa de Pandora e agora tem que lidar com o que o encontrou lá dentro, ou seja, Jody e seus milhares de brinquedos sexuais. E não tem conversa não. Um dia ele é o ativo e no outro é ela. Não aguentando a situação, ela desabafa com uma freira que fez voto de silêncio e está convalescendo em sua casa. Mas não é que o voto de silêncio é apenas verbal, e que a freira conta tudinho num blog que mantém?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty)



Concorre o Oscar 2013 a cinco prêmios, de melhor:

Filme
Atriz - Jessica Chastain
Roteiro Original - Mark Boal
Edição de Som - Paul N. J. Ottosson
Montagem - Dylan Tichenor e William Goldenberg

A Hora Mais Escura se revelou uma agrável surpresa, pois ao contrário do que imaginava, o filme não é americanóide e trata de maneira bem sincera e direta sobre o longo caminho percorrido por agentes da CIA até encontrar o paradeiro de Osama Bin Laden. Inicia apenas com o áudio de pedido de socorro das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Logo parte para 2003, quando a jovem agente da CIA Maya (Jessica Chastain) vai ao Paquistão trabalhar em informações sobre o paradeiro de membros do al-Qaeda. O detalhe é que o filme não tenta esconder que, sim, a tortura era o principal meio de conseguir informações e que sim, após confessar os prisioneiros são executados.
Também somos apresentados a um outro lado menos glamourizado do que usualmente vemos em filme de espionagem. Não há super tecnologia. Não há agentes-ninjas que lutam, atiram e super espertos para sacar o que o inimigo planeja com atencedência suficiente para fazer uma emboscada. Maya trabalha com seus colegas num escritório empoeirado, assiste depoimentos sob tortura em fitas VHS, e entre um atentado e outro cometido contra a equipe, ouvem o desabafo do chefe de que aquelas 20 e poucas pessoas na sala de reuniões são as únicas trabalhando em espionagem para localizar Bin Laden. Não há mais ninguém.
E a partir do momento em que o escândalo de Guantanamo veio à tona, a tortura deixou de ser um meio de obter informações. Justamente aí que finalmente localizam um dos mensageiros de maior confiança de Bin Laden, citado por diversos prisioneiros. E então chegam à casa onde há possibilidade de ser o local onde Osama está escondido. Mas como fazer um ataque baseado em 60% de certeza, sendo que havia 100% de certeza de que havia armas nucleares no Iraque, e chegando lá não encontraram nada? E se cometessem o mesmo erro novamente?
No filme não há bandeira dos EUA tremulando no céu, nem apela para cenas de enterro ao som de corneta fúnebre. Apenas relata como foi o trabalho para capturar e assassinar o líder do al-Qaeda em maio de 2011. Sem panos quentes. E por isso ganhou minha simpatia.  

Ficha Técnica
Direção: Kathryn Bigelow
Produção: Kathryn Bigelow; Mark Boal; Megan Ellison
Roteiro: Mark Boal
Elenco original:
Jessica Chastain
Jason Clarke
Joel Edgerton
Gênero: Thriller/Ação
Idioma original: Inglês
Música: Alexandre Desplat
Diretor de arte: Jeremy Hindle
Diretor de fotografia: Greig Fraser
Figurino: George L. Little
Edição: William Goldenberg; Dylan Tichenor
Estúdio: Annapurna Pictures
Distribuição: Columbia Pictures; Universal Pictures
Lançamento: 19 de dezembro de 2012 (EUA); 18 de janeiro de 2013 (BRA)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Shameless US s03e04 - The Helpful Gallaghers



Os Gallaghers em sua eterna busca em ajudar o próximo:

Frank, Sheila e Jody
Frank auxilia Sheila em sua busca pela felicidade sexual. O problema é que o parceiro de Sheila, Jody, é um viciado sexual em recuperação, e para tanto deve deixar as perversões de lado e fazer um amorzinho gostosinho com a mulher que ama, apenas papai-mamãe básico para evitar recaídas.
Mas como sabemos, por trás (opa, olha o trocadalho aí) daquele jeitinho meigo, Sheila curte é mesmo é enterrar a mandioca no buraco alheio. E olha que não é uma mandioca qualquer, e sim daquelas que quando o agricultor colhe até vira motivo de reportagem devido o seu tamanho avantajado (que metáfora mais fina hein). E olha que finalmente neste episódio Jody teve lá seus minutinhos para expressar seus sentimentos num monólogo que compensou todo esse tempo em que se manteve caladão.

Carl, câncer e peitinhos
Normalmente eu que me derreto em ternura toda vez que vejo Debbie, desta vez tive esse sentimento por Carl, que sempre foi uma criança meio whatever pra mim. O coitado foi convencido por seu maravilhoso pai que tem câncer. Inicialmente Frank queria lucrar alguma coisa com isso, mas pelo menos não boicotou o sonho de Carl de ir para um acampamento, nem que fosse para crianças com câncer terminal. Ele se despede meigamente de Fiona pois realmente acredita que está com câncer e vai morrer. Mas ao chegar ao local fica um tanto decepcionado pois muita coisa anunciada no folheto simplesmente não existia mais, como tiro ao alvo. Cheio de energia, ao contrário das outras crianças, Carl apronta todas e meio que vira ídolo da garotada. Após pentelhar muito a meiga monitora, consegue convence-la a mostrar os seus peitinhos a ele e outros dois meninos, afinal nunca haviam visto seios antes, e como a expectativa de vida é pra lá de baixa, dificilmente teriam outra oportunidade dessas.

Lip, Maggie e a menina/o
Contrariando todas as expectativas, Lip e Maggie formam um casal sólido. E a seriedade é tanta que quando ele fica sabendo que ela tem uma meio- irmã, cuja mãe junkie acabou de morrer e por isso periga ir para algum orfanato, ele assuma a responsa de viajar até sei lá onde com aquele trailer todo fudido que eles usam no verão só para buscar a garotinha. Fiona escala o irmão, afinal espaço, conforto e fartura são palavras inexistentes na residência dos Gallaghers, mas aceita abrigar a menina enquanto Carl está no acampamento. E não é que a mais nova Milkovich pode ser um Milkovich? Coube à pobre Debbie essa infeliz descoberta.

Fiona, boqueteiras e o sogrão
A primogênita como sempre é a alma mais generosa da família. Primeiro tenta acabar com as boquetes que o adorável gerente do supermercado recebe de todas suas funcionárias (exceto Fiona). Mas teve a desagradável descoberta de que muitas preferem manter essa situação e assim manter também a liberdade de dar uma folgada básica na hora do expediente, além de poder pegar alimentos vencidos e tal, do que correr o risco de vir um novo gerente que não exija favores sexuais mas que exija profissionalismo.
Além disse coube a Fiona também dar asilo ao pai de Steve, que foi expulso de casa após a esposa descobrir que ele está falido (e você pensando que ela descobriu que ele é gay né. Shame on you!). Mas se Steve-mãe não sabe das preferências sexuais do agora ex-marido, pelo menos todos os Gallaghers, e Steve, descobriram graças a uma arriscada manobra de bêbado, onde ele acha que se enfiou na cama de Ian, mas na verdade era a de Lip, trazendo a tona o caso do ruivinho menor de idade com um coroa daqueles.

Menção honrosa:
À Debbie, que após muito praticar conseguiu prender a respiração embaixo d’água por muitos segundos, o suficiente para ir na piscina pública sem correr o risco de morrer afogada. E à Verônica e Kevin, que voltaram a tentar engravidar do jeito mais divertido que existe.